Diabetes e dengue: conhecimentos essenciais para prevenir complicações

O crescente número de casos de dengue tem gerado preocupação entre autoridades de saúde e profissionais médicos. Transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti, a dengue é uma infecção que pode afetar qualquer pessoa, porém certos grupos, como idosos, crianças, gestantes, indivíduos com doenças crônicas e imunossuprimidos, estão em maior risco. Pacientes com diabetes também integram esse grupo vulnerável, requerendo precauções adicionais. Além disso, é importante destacar que casos graves de dengue tendem a ocorrer mais frequentemente em indivíduos que já foram infectados anteriormente.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes, as características das infecções em pessoas com diabetes são semelhantes às da população em geral, mas podem ser mais graves e resultar em maior mortalidade, como observado em outros grupos de risco mencionados.

Este ano marca a primeira vez em que o Brasil está administrando vacinas contra a dengue, porém a disponibilidade de doses é limitada para toda a população. Consequentemente, o governo priorizou a vacinação de crianças e adolescentes até 14 anos, especialmente em áreas com alta incidência de dengue. Segundo dados do governo federal, essa faixa etária registra o maior número de hospitalizações devido à dengue.

“O laboratório produtor não pôde fornecer ao Ministério da Saúde um número maior de doses da vacina este ano”, explica o pediatra e infectologista Marco Aurelio Safadi, coordenador do Departamento de Imunização em Diabetes da Sociedade Brasileira de Diabetes. Ele alerta que os pacientes com diabetes, especialmente aqueles com controle adequado da doença, podem receber a vacina.

Em caso de infecção por dengue, é crucial que a pessoa seja acompanhada por profissionais de saúde para detectar complicações precocemente. É fundamental estar atento aos sinais de alerta de formas graves da doença, como vômitos persistentes, dor abdominal intensa, hemorragias, desmaios, pressão arterial baixa e alterações no nível de consciência. Ao observar esses sinais, é imprescindível procurar assistência médica imediata, pois podem indicar a necessidade de internação.

Não há um tratamento específico para a dengue, sendo o manejo baseado principalmente em aliviar os sintomas. A hidratação é fundamental para prevenir complicações graves da doença. Nos casos leves, a hidratação pode ser feita por via oral, enquanto nos casos mais severos, a internação é necessária para administração de líquidos por via intravenosa.