Adolescentes com diabetes têm risco maior de desenvolver transtorno alimentar

A Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) recomenda atenção aos sinais de associação entre as duas condições, como variações súbitas de peso e a adoção de métodos para perder peso.

No Brasil, estima-se que cerca de 4,7% da população sofre de alguma forma de transtorno alimentar, e entre os adolescentes a taxa chega a 10%, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Para adolescentes do sexo feminino com diabetes, além disso, há de 2 a 3 vezes mais chance de desenvolver um transtorno alimentar do que as que não são portadoras – o mais frequente é a diabulimia:  omissão da dose de insulina com o objetivo de perder peso.

Para despertar a conscientização sobre os tipos de transtornos alimentares, o Dia Mundial de Ação Contra os Transtornos Alimentares é celebrado em 2 de junho. Transtornos alimentares são condições tratáveis, mas que podem afetar qualquer indivíduo. Nesse quesito, assemelha-se ao diabetes, pois pode ocorrer com qualquer pessoa, independentemente de idade, sexo, raça ou condição socioeconômica.

Segundo a SBD, a associação entre as duas condições pode ser detectada por sinais como: hemoglobina glicada (média dos níveis de glicose no sangue nos três meses anteriores) em alta sustentada (acima de 9%, por exemplo); hipoglicemias que necessitem de cuidado imediato; preocupação constante com peso e imagem corporal; necessidade de mudança constante no plano alimentar; humor deprimido; e deixar de monitorar glicemias capilares e de aplicar insulina.

Segundo a SBD, a associação entre as duas condições pode ser detectada por sinais como: hemoglobina glicada (média dos níveis de glicose no sangue nos três meses anteriores) em alta sustentada (acima de 9%, por exemplo); hipoglicemias que necessitem de cuidado imediato; preocupação constante com peso e imagem corporal; necessidade de mudança constante no plano alimentar; humor deprimido; e deixar de monitorar glicemias capilares e de aplicar insulina.

“Tanto os familiares como os profissionais de saúde que participam do tratamento, sobretudo de adolescentes e jovens com diabetes, devem ser capacitados para suspeitarem e diagnosticarem de forma precoce a presença de um transtorno alimentar”, explica Dra. Claudia Pieper, coordenadora do Departamento de Psiquiatria, Psicologia e Transtornos Alimentares da SBD.

Segundo artigo publicado no periódico especializado International Journal of Eating Disorders, a pandemia fez com que as internações por transtorno alimentar crescessem 48% no mundo. Os pesquisadores afirmam que também foi detectado um aumento nos sintomas de transtorno alimentar, como ansiedade, depressão e alterações no IMC (Índice de Massa Corporal).

Fonte: Sociedade Brasileira de Diabetes