• Curiosidades e um pouco de história da Diabetes.

    Curiosidades e um pouco de história da Diabetes.

    A História da Diabetes

    Os primeiros relatos de casos de diabetes têm mais de 2 mil anos. Inicialmente, as descrições eram baseadas nos aspectos clínicos mais evidentes, tais como o aumento do volume de urina nos diabéticos descompensados.

    Arateus, daCapadócia, (~150 a.C) já descrevia a doença ressaltando o excesso de urina produzido pelos pacientes. Em 1674, o médico Thomas Willis, de Oxford, relatou que a urina dos diabéticos era doce. Entretanto, documentos Hindus de Susruta, de cerca de 400 a.C, já descreviam que diabéticos apresentavam a urina adocicada. Não se conhecia qual substância que dava este gosto à urina, até que em 1776 Mathew Dobson, de Manchester, na Inglaterra, relatou a excreção de açúcar na urina dos diabéticos.

    Nos anos compreendidos entre 1830 e 1880, médicos da Inglaterra, Alemanha e França identificaram que o pâncreas de alguns diabéticos era atrófico e que apresentavam alguns cálculos nos seus ductos. Isso levantou a hipótese do envolvimento deste órgão na doença.

    Os experimentos de Von Mering e Minkowski, em 1889, foram marcos na história do diabetes. Estudando cachorros que tiveram o pâncreas removido,observavam a presença de grande quantidade de glicose na urina. Criou-se desta forma um modelo experimental de diabetes.

    Nos anos que se seguiram e até 1920, os trabalhos científicos se concentravam em dois pontos principais: o estudo anatômico do pâncreas e a identificação da insulina, o hormônio produzido no pâncreas que está envolvido com o diabetes.

    No Canadá, o cirurgião F. Banting, o estudante de medicina C. Best, o químico J. B. Collip e o fisiologista J.J.R. McLeod purificaram pela primeira vez a insulina, que foi extraída do pâncreas de animais, e aplicaram e um paciente com diabetes. Esse paciente teve sua doença controlada e viveu mais de 80 anos.

    seringa

    A descoberta da insulina foi fundamental para o entendimento e o tratamento do diabetes. Uma doença que até então era mortal para aqueles com deficiência absoluta na produção do hormônio, ou diabetes tipo 1, se tornava crônica com a aplicação regular da insulina por via subcutânea.

    Nos 30 anos que se seguiram, as pesquisas se concentraram em estratégias de purificação e manipulação química da insulina para modificar o seu tempo de ação. Após 1945, foram identificados diversos medicamentos com ação antidiabética que podiam ser empregados por via oral e foram utilizados no tratamento do diabetes tipo 2, que está associado a uma resistência à ação da insulina.

    O final do século passado foi contemplado com a divulgação de estudos que demonstraram que o controle otimizado do diabetes tipo 1 e tipo 2 é acompanhado de importante redução no surgimento e evolução das complicações crônicas do diabetes.

    Glico-Fita era utilizado para aferir a glicemia na urina no século passado.

    O que nos espera os próximos anos?


    Podemos esperar o desenvolvimento de métodos de uso de insulina alternativos, como a insulina inalada. Em casos selecionados, podemos ampliara indicação de transplante de pâncreas (células produtoras de insulina e mesmo do órgão inteiro) com menores taxas de rejeição. Métodos não invasivos de mensuração da glicemia. O pâncreas artificial, com infusão automática de insulina, em função das taxas de glicose.

    Em resumo, vários pontos relacionados ao tratamento e controle dos pacientes com diabetes estão sendo intensamente investigados e poderão, a curto, médio, e longo prazo continuar esta história tão comovente.

    Fonte : Laboratório Fleury

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