• Exemplo para pessoas com diabetes

    Exemplo para pessoas com diabetes

    Americano supera coma e diabetes para disputar chave principal em NY

     

    Controlando nível de açúcar no sangue, Juan Cruz Aragone fura qualifying, perde para Kevin Anderson, mas vira exemplo para pessoas com diabetes.

     

    O ano era 2012. O tenista argentino naturalizado americano Juan Cruz Aragone, então com 17 anos, acordou de um coma de três semanas após reação alérgica causada por um remédio para espinhas. Superou uma baixa no seu sistema imunológico, e quando voltava a treinar, um ano e meio depois, veio novo baque: foi diagnosticado com diabetes. Para voltar às quadras passou a controlar o nível de açúcar no sangue e a tomar injeções de insulina quando necessário.

     

    Condição que não impediu que ele fosse responsável pelo título de campeão universitário por equipes em Virgínea. E inesperadamente, na última semana, de receber o convite de última hora para disputar o qualifying do US Open depois da desistência de um jogador. Aos 22 anos, entrava em quadra pela primeira em Gran Slam.

    Ano passado, Aragone esteve US Open não como jogador, mas dentro de um terno, como estagiário da instituição financeira JP Morgan, principal patrocinador do Major de Nova York. Nem imaginava que um ano depois estaria vestindo camiseta e short, como número 534 do ranking mundial. Para chegar à chave principal do US Open superou três adversários bem acima dele no ranking: os italianos Marco Cecchinato (102º) e Riccardo Bellotti (254º), e o australiano Akira Santillan (171º).

    Nestes três jogos precisou tomar cinco aplicações de insulina. Na estreia da chave principal, na segunda-feira, ele não conseguiu fazer muito diante do sul-africano Kevin Anderson, 32º do mundo, e perdeu por 6/3, 6/3 e 6/1. De qualquer maneira já tinha feito história nesta edição do torneio.

    Em quadra Aragone deixa muita gente sem entender o que acontece quando precisa tomar insulina. O procedimento é avisado às equipes dos torneios encarregadas dos exames antidoping. 

    – No primeiro set do meu primeiro jogo eu dei injeção em mim e a torcida estava tipo: “Por que este cara está dando injeção nele mesmo em quadra?”. Nas partidas posso sentir através do quadril a vibração de um aplicativo de celular que me monitora e me diz se o nível de açúcar está alto ou baixo. Os nervos também afetam o açúcar porque o organismo libera hormônios que fazem subir o nível de açúcar no sangue. Assim tenho que tomar insulina habitualmente – disse Aragone. 

     

    Fonte: SportTV, New York

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